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25 octobre 2004

No Haiti, as tropas brasileiras esperam a prometida participação de outros países na missão de paz da ONU. O contigente deveria ser de 6,6 mil soldados, mas, por enquanto, há pouco mais de três mil.

Além de enviar alimentos e soldados, o Brasil, que chefia a missão de paz da ONU no Haiti, estará tentando colaborar para a reconstrução das instituições do país. O governo brasileiro quer participar também da preparação de projetos sociais.

Hoje, a Força de Paz da Onu no Haiti tem 3,09 mil soldados do Brasil e de outros cinco países, como Argentina e Nepal. Até o fim do ano, devem ser 6,2 mil, de 11 países.

O Haiti continua devastado. Grande parte da população passa fome e o momento mais difícil que as tropas brasileiras enfrentaram foi no mês passado, depois do tufão que deixou milhares de mortos.

« Nós tivemos enfrentando uma crise aqui, um aumento da violência, mas em nenhum momento nós perdemos o controle da situação », conta o general Augusto Heleno Pereira, comandante da Força de Paz da ONU no Haiti.

Enquanto o Exército tenta manter a ordem, o governo brasileiro trabalha para chamar a atenção para os problemas do Haiti. O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, defende empréstimos do Banco Mundial ao país, que é o mais pobre das américas.

Nos próximos dias, o assessor especial para Assuntos Internacionais da presidência da república, Marco Aurélio Garcia, vai ao Haiti para tentar costurar um pacto entre a elite, os partidos políticos e as organizações não-governamentais.

Com isso, o governo brasileiro quer lançar as bases para projetos de infraestrutura, educação e saúde e assim abrir caminho para a ajuda internacional.

« Houve, da parte da comunidade internacional, uma decisão de conceder US$ 1,2 bilhão para o Haiti. É uma importância significativa. Nós temos que ver como se desbloqueia esse dinheiro. Como esse dinheiro chega. O Haiti tem um problema de segurança ? Tem, mas tem sobretudo um grande problema econômico, social e político a ser resolvido. Nós precisamos resolver esse problema econômico. A comunidade internacional e o Brasil - que assumiu responsabilidades lá, inclusive de comando da Força de Paz - têm responsabilidades de ajudar o Haiti no momento atual, a reconstruir a sua economia, a reconciliar a sua sociedade e a contribuir para que sejam construídas instituições sólidas que permitam uma solução de longo prazo para o país », afirma o assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia.


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